
Fotografia: Miguel Nuno; Adereços: claro, Jorge Feliciano.
Com o M ao Contrário!
A Guida nasceu em Angola, filha de mãe portuguesa (minha tia, que nunca conheci, primogénita da minha avó materna, a qual também não conheci…) e pai brasileiro, tendo crescido no Lubango. Começou a cantar desde muito cedo, profissionalizando-se aos 11 anos (!) com o apoio do seu pai, músico amador e um dos membros fundadores do Hot Club, em Lisboa. A guerra civil interrompeu a sua carreira, obrigando-a a exilar-se em Portugal. Só mais tarde, quando decide refazer a sua vida em Berlim, retoma a sua vocação, actuando no circuito dos clubes de jazz e de música latino-americana daquela cidade gelada. A sua música reflecte naturalmente as várias influências que o seu espírito aberto acolheu, cruzando prodigiosamente os ritmos excitantes do seu país natal com a alegria do samba brasileiro, o ritmo hipnótico da bossa-nova e a melancolia febril do lusitano fado. A lírica das suas composições versa o amor, a celebração da vida, a união entre os sentidos e as emoções, mantendo vivo o testemunho sobre uma luta sem fim, uma luta interior entre o acreditar na bondade da existência humana e a evidência da sua mesquinhez e crueldade.
embro: Fernão Ferro (3 de Dezembro), Casa Amarela – Centro Cultural Juvenil de Sto. Amaro, no Laranjeiro (7 de Dezembro às 21h30) e a Sala do Teatro Extremo, em Almada (8, 9 de Dezembro às 21h30 e 10 de Dezembro às 16h e às 21h30) são os locais onde será possível assistir a este espectáculo.